sábado, 2 de novembro de 2013

Falta de educação | o mau dos tempos modernos

Vou abrir o mês de novembro abordando um assunto que está me preocupando e, em alguns casos, me deixando um pouco atônita: Educação – ou melhor, a falta dela.

Tenho pessoas maravilhosas em minha vida que foram colocadas como anjos que fazem por mim e desejam para mim coisas boas e agradáveis, e eu não tenho dúvidas que tratam-se de sentimentos verdadeiros. Eu agradeço à Deus por tê-las colocado em minha jornada, mas hoje vou abrir um pequeno espaço no meu Blog para escrever sobre pessoas que estão em todos os lugares e situações, as mal educadas.

Somos em quatro irmãs e meus pais sempre tiveram a preocupação em nos manter, no mínimo, sociáveis. Claro que cada uma tomou um rumo na vida, e cada uma de nós tem o seu próprio temperamento, mas a boa educação sempre fez parte dos ensinamentos que eles nos passaram. Podíamos não ter dinheiro, mas sempre foi uma preocupação deles que tivéssemos valores e princípios - não se trata de regrinhas de etiqueta, que não deixam de ser importantes, claro! - mas, no momento eu estou me referindo ao que deveria ser inerente a todo ser humano, o respeito ao próximo.

Infelizmente, pelo que posso notar, e essa não é uma reclamação exclusivamente minha, a educação e o respeito não têm sido usados com frequência por algumas pessoas. Eu estou falando sobre os pequenos gestos e atitudes do nosso dia a dia como, por exemplo, desejar um bom dia, agradecer a alguém ou pedir por favor. Estas, são atitudes que estão ficando cada vez mais escassas e esquecidas.

Moro em um edifício onde mal conheço os meus vizinhos e parte deles - não vou generalizar, pois eu não estaria sendo justa – são tão amargos e mal humorados que me fizeram abolir as reuniões de condomínio do meu calendário.

Outro tipo de gente é aquela que acha que ter dinheiro a isenta de ter educação, afinal, na cabeça dela, quem tem dinheiro não precisa de mais nada! A arrogância predomina. Por que ser gentil com alguém que não vai dar nada em troca? Que conveniência se teria no simples ato de dizer um bom dia para alguém que, a princípio, não vai proporcionar, para essas pessoas, os valores que elas colocaram como prioridade na vida delas?

Não se trata de uma geração específica, se bem que os jovens estão deixando mais a desejar nesse quesito mas, encontro pessoas de todas as idades e de todas as profissões que fazem questão de economizar nos sorrisos e nas pequenas gentilezas. Não sei que tipo de “economia” é essa que só pode render a antipatia.

No trânsito então, como diria uma ex-colega de trabalho, só por Deus! Quanta gente estressada, mal humorada e, eu diria, de alta periculosidade. Sim, porque uma pessoa que sai dirigindo cometendo todos os tipos de infrações para se dar bem e chegar ao destino delas mais rápido que o resto dos motoristas da cidade, tem que ser considerada um risco a humanidade.

Infelizmente, para finalizar, tenho a dizer que essas pessoas a quem me referi não fazem a mínima questão de olhar o outro com generosidade e o que, de fato, mais me entristece é saber que a tendência é só piorar.


Grande abraço a todos.

Magali Perdigão

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